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Nesta seção são publicados artigos envolvendo conteúdos relativos à tecnologia da mobilidade nos modais: automotivo, aeroespacial, naval e ferroviário, com o objetivo de disseminar e compartilhar conhecimento nestas áreas.

 

 
     

Um quarto de século de fomento e paixão

Feb 26 2019


  São 25 anos de Baja SAE BRASIL. Metade da minha vida, 20 anos, estive no Baja. Que jornada! De calouro da engenharia que não podia fazer parte da equipe porque tinha notas baixas cheguei a diretor geral do comitê técnico da competição.

Sempre fui louco por carro. Lembro-me como se fosse ontem de reportagem publicada em um veículo de grande circulação na cidade onde eu me preparava para o vestibular de Engenharia Mecânica. Disse à minha mãe: quero fazer esses “carrinhos” na faculdade. Um ano depois, já cursando engenharia, eu estava apaixonado. Tão apaixonado quanto sou hoje.

Difícil definir a importância do Baja para a formação de futuros engenheiros. Mais ainda expressar o que o programa significou para o desenvolvimento da minha carreira profissional. O Baja SAE é um projeto estudantil que acrescenta muito mais que engenharia, dá ao aluno um universo de conhecimento e oportunidades muito além da academia. Ajudou-me a superar inúmeros desafios, como o receio de me apresentar. Ensinou-me a trabalhar em equipe e a defender minhas ideias, lidar com a frustração e com o sucesso, valorizar tanto as pequenas como as grandes conquistas.

A 25ª Competição Baja SAE BRASIL não é apenas mais uma edição, é um marco comemorativo de uma história de sucesso. Dezenas de milhares de estudantes passaram por ela e estou certo de que se tornaram engenheiros com “algo mais”, capazes de contribuir de fato para a evolução tecnológica da engenharia no País.  

Em sua primeira edição realizada em 1995 na pista Guido Caloi, em São Paulo, a competição tinha apenas oito equipes participantes. Muita coisa mudou. Nesta 25ª edição estão inscritas nada menos que 87 equipes formadas por cerca de 1.700 estudantes de engenharia de universidades de Norte a Sul do Brasil, que projetam, constroem e apresentam seus protótipos a juízes especializados na indústria automobilística. 

Os desafios são grandes para os estudantes nos quatro dias de avaliações e testes. Não por acaso a indústria reconhece as relevantes competências que destacam a bagagem técnica dos profissionais que já passaram pelo programa Baja SAE BRASIL. E a participação voluntária de quase 200 profissionais da engenharia, grande parte deles bajeiros, como gostamos de ser chamados, tem sido decisiva para os objetivos de fomento à inovação da tecnologia e incentivo à formação de engenheiros mais qualificados. 

Sinto-me honrado em ocupar a diretoria geral do Comitê Técnico do Baja SAE BRASIL nos últimos dois anos. Estou certo de que, como eu, membros do comitê, juízes, comissários, e todos os que trabalham na parte técnica das provas sentem o desejo de retribuir o que o Baja fez por nossas carreiras e vidas, e de fazer pelos alunos o que os que nos antecederam fizeram por nós. Como o sistema se retroalimenta o aluno de hoje é o juiz de amanhã. 

Os resultados das equipes que representaram o Brasil na Etapa Mundial, que ocorre anualmente nos Estados Unidos ou Canadá, com mais de 120 equipes de cerca de 10 países, são a maior prova de que estamos no caminho certo. O Brasil foi representado nas últimas 24 edições na América do Norte, e trouxe para casa cinco primeiros lugares.

* Marcel Izzi é engenheiro mecânico e diretor geral do Comitê Técnico da 25ª Competição Baja SAE BRASIL, que aconteceu de 20 a 25 de fevereiro, em São José dos Campos, SP
São 25 anos de Baja SAE BRASIL. Metade da minha vida, 20 anos, estive no Baja. Que jornada! De calouro da engenharia que não podia fazer parte da equipe porque tinha notas baixas cheguei a diretor geral do comitê técnico da competição. Sempre fui louco por carro. Lembro-me como se fosse ontem de reportagem publicada em um veículo de grande circulação na cidade onde eu me preparava para o vestibular de Engenharia Mecânica. Disse à minha mãe: quero fazer esses “carrinhos” na faculdade. Um ano depois, já cursando engenharia, eu estava apaixonado. Tão apaixonado quanto sou hoje. Difícil definir a importância do Baja para a formação de futuros engenheiros. Mais ainda expressar o que o programa significou para o desenvolvimento da minha carreira profissional. O Baja SAE é um projeto estudantil que acrescenta muito mais que engenharia, dá ao aluno um universo de conhecimento e oportunidades muito além da academia. Ajudou-me a superar inúmeros desafios, como o receio de me apresentar. Ensinou-me a trabalhar em equipe e a defender minhas ideias, lidar com a frustração e com o sucesso, valorizar tanto as pequenas como as grandes conquistas. A 25ª Competição Baja SAE BRASIL não é apenas mais uma edição, é um marco comemorativo de uma história de sucesso. Dezenas de milhares de estudantes passaram por ela e estou certo de que se tornaram engenheiros com “algo mais”, capazes de contribuir de fato para a evolução tecnológica da engenharia no País. Em sua primeira edição realizada em 1995 na pista Guido Caloi, em São Paulo, a competição tinha apenas oito equipes participantes. Muita coisa mudou. Nesta 25ª edição estão inscritas nada menos que 87 equipes formadas por cerca de 1.700 estudantes de engenharia de universidades de Norte a Sul do Brasil, que projetam, constroem e apresentam seus protótipos a juízes especializados na indústria automobilística. Os desafios são grandes para os estudantes nos quatro dias de avaliações e testes. Não por acaso a indústria reconhece as relevantes competências que destacam a bagagem técnica dos profissionais que já passaram pelo programa Baja SAE BRASIL. E a participação voluntária de quase 200 profissionais da engenharia, grande parte deles bajeiros, como gostamos de ser chamados, tem sido decisiva para os objetivos de fomento à inovação da tecnologia e incentivo à formação de engenheiros mais qualificados. Sinto-me honrado em ocupar a diretoria geral do Comitê Técnico do Baja SAE BRASIL nos últimos dois anos. Estou certo de que, como eu, membros do comitê, juízes, comissários, e todos os que trabalham na parte técnica das provas sentem o desejo de retribuir o que o Baja fez por nossas carreiras e vidas, e de fazer pelos alunos o que os que nos antecederam fizeram por nós. Como o sistema se retroalimenta o aluno de hoje é o juiz de amanhã. Os resultados das equipes que representaram o Brasil na Etapa Mundial, que ocorre anualmente nos Estados Unidos ou Canadá, com mais de 120 equipes de cerca de 10 países, são a maior prova de que estamos no caminho certo. O Brasil foi representado nas últimas 24 edições na América do Norte, e trouxe para casa cinco primeiros lugares.   Marcel Izzi é engenheiro mecânico e diretor geral do Comitê Técnico da 25ª Competição Baja SAE BRASIL, que acontece de 20 a 25 de fevereiro, em São José dos Campos, SPSão 25 anos de Baja SAE BRASIL. Metade da minha vida, 20 anos, estive no Baja. Que jornada! De calouro da engenharia que não podia fazer parte da equipe porque tinha notas baixas cheguei a diretor geral do comitê técnico da competição. Sempre fui louco por carro. Lembro-me como se fosse ontem de reportagem publicada em um veículo de grande circulação na cidade onde eu me preparava para o vestibular de Engenharia Mecânica. Disse à minha mãe: quero fazer esses “carrinhos” na faculdade. Um ano depois, já cursando engenharia, eu estava apaixonado. Tão apaixonado quanto sou hoje. Difícil definir a importância do Baja para a formação de futuros engenheiros. Mais ainda expressar o que o programa significou para o desenvolvimento da minha carreira profissional. O Baja SAE é um projeto estudantil que acrescenta muito mais que engenharia, dá ao aluno um universo de conhecimento e oportunidades muito além da academia. Ajudou-me a superar inúmeros desafios, como o receio de me apresentar. Ensinou-me a trabalhar em equipe e a defender minhas ideias, lidar com a frustração e com o sucesso, valorizar tanto as pequenas como as grandes conquistas. A 25ª Competição Baja SAE BRASIL não é apenas mais uma edição, é um marco comemorativo de uma história de sucesso. Dezenas de milhares de estudantes passaram por ela e estou certo de que se tornaram engenheiros com “algo mais”, capazes de contribuir de fato para a evolução tecnológica da engenharia no País. Em sua primeira edição realizada em 1995 na pista Guido Caloi, em São Paulo, a competição tinha apenas oito equipes participantes. Muita coisa mudou. Nesta 25ª edição estão inscritas nada menos que 87 equipes formadas por cerca de 1.700 estudantes de engenharia de universidades de Norte a Sul do Brasil, que projetam, constroem e apresentam seus protótipos a juízes especializados na indústria automobilística. Os desafios são grandes para os estudantes nos quatro dias de avaliações e testes. Não por acaso a indústria reconhece as relevantes competências que destacam a bagagem técnica dos profissionais que já passaram pelo programa Baja SAE BRASIL. E a participação voluntária de quase 200 profissionais da engenharia, grande parte deles bajeiros, como gostamos de ser chamados, tem sido decisiva para os objetivos de fomento à inovação da tecnologia e incentivo à formação de engenheiros mais qualificados. Sinto-me honrado em ocupar a diretoria geral do Comitê Técnico do Baja SAE BRASIL nos últimos dois anos. Estou certo de que, como eu, membros do comitê, juízes, comissários, e todos os que trabalham na parte técnica das provas sentem o desejo de retribuir o que o Baja fez por nossas carreiras e vidas, e de fazer pelos alunos o que os que nos antecederam fizeram por nós. Como o sistema se retroalimenta o aluno de hoje é o juiz de amanhã. Os resultados das equipes que representaram o Brasil na Etapa Mundial, que ocorre anualmente nos Estados Unidos ou Canadá, com mais de 120 equipes de cerca de 10 países, são a maior prova de que estamos no caminho certo. O Brasil foi representado nas últimas 24 edições na América do Norte, e trouxe para casa cinco primeiros lugares.   Marcel Izzi é engenheiro mecânico e diretor geral do Comitê Técnico da 25ª Competição Baja SAE BRASIL, que acontece de 20 a 25 de fevereiro, em São José dos Campos, SP

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